Cooperativa de Artesanato inova no mercado de vendas diretas com produtos sustentáveis

A Futurarte vislumbra o mercado de venda direta com produtos artesanais sustentáveis proporcionando renda extra em prol da causa social

Diante de uma oportunidade de expansão de mercado e necessidade de manter a sustentabilidade do projeto gerando trabalho e renda para as mulheres da comunidade de Betim, a Cooperativa de Artesanato Futurarte, apoiada pela Instituição Social Ramacrisna, vislumbrou no mercado de vendas diretas, uma oportunidade para fazer o seu negócio perpetuar, proporcionando renda extra para pessoas que se identifiquem com o conceito dos produtos e a causa social. “Utilizar ferramentas eficazes para promover a sustentabilidade econômica de grupos em vulnerabilidade, principalmente quando o material reciclado se transforma em arte, deve ser implementado e valorizado pois o resultado social dignifica a mulher e sua família”, explica a vice-presidente da Instituição Social Ramacrisna, Solange Bottaro.

A venda direta é um sistema de comercialização de bens de consumo e serviços baseado no contato pessoal entre vendedores e compradores, fora de um estabelecimento comercial fixo. A Futurarte será pioneira atuando nesta modalidade de vendas, com foco em produtos artesanais sustentáveis. Além disso, inova também no formato de apresentar seus produtos. Ao contrário das empresas convencionais, a Futurarte utiliza um catálogo virtual, que será apresentado por meio de um tablet ou smartphone, itens necessários para se tornar um revendedor. Esta ação vai de encontro ao trabalho da Cooperativa que busca a sustentabilidade ambiental através da reutilização de materiais como: jornais, sacos de cimento, banners e retalhos de tecidos.

Kit Futurarte- Filipe Abras foto

As mudanças no comportamento dos consumidores são reais e vêm aumentando a partir de sua interação com o meio e vivência de experiências que demandam uma mudança de postura em suas escolhas no dia a dia visando a sustentabilidade do planeta que perpassa por três eixos fundamentais que são o ambiental, social e econômico. Quando um consumidor mais consciente se depara com um produto que tem qualidade, criatividade, design inovador, são ecologicamente corretos, feitos de materiais reaproveitados e ainda são efetivamente instrumentos de inclusão social e geração de trabalho, imediatamente cria-se uma conexão com o público em geral. “Estas constatações de adesão imediata do público ao projeto, foram concluídas em projetos pilotos que fizemos com alguns revendedores pré-selecionados. A Futurarte além de entrar no mercado de venda direta com um posicionamento bem diferenciado, prima também por uma excelente remuneração dos revendedores dos produtos”, ressalta Thayane Fidelis, consultora de marketing da Futurarte.

No Brasil, esse mercado conta com mais de 4,5 milhões de pessoas em sua força de vendas, gera cerca de 8 mil empregos diretos e atingiu, em 2013, US$ 14,6 bilhões em volume de negócios. O país ocupa a quarta posição no ranking da World Federation of Direct Selling Associations (WFDSA), atrás apenas dos Estados Unidos, Japão e China.

Sobre a Futurarte

A Cooperativa Futurarte foi criada em julho de 2004 pela Instituição Social Ramacrisna, com patrocínio da Petrobras. Tem como objetivo gerar trabalho e renda para mulheres da zona rural de Betim a partir da produção e comercialização de produtos artesanais sustentáveis. A produção prioriza o reaproveitamento de materiais como: jornais, sacos de cimento, banners e retalhos de tecidos, e surpreende pela qualidade e design das peças. Em junho de 2007, uma de suas bolsas foi premiada no concurso de design FORM 2007, da Feira TendenceLifestyle, na categoria “Solução Inovadora”, realizada em Frankfurt, na Alemanha. A peça foi escolhida entre 117 concorrentes de 16 países. Em 2008, a Futurarte recebeu o Selo de Qualidade IQS (Instituto Qualidade Sustentável), e, em 2009, 2011 e 2012 foi selecionada pelo SEBRAE para o Prêmio Sebrae Top 100, juntamente com as cem melhores unidades produtivas de artesanato do país. Em 2012, criou e confeccionou chapéus em papel jornal para o desfile de abertura do Minas Trend Preview Primavera Verão 2013. A crítica considerou as peças como esculturas e obras de arte. Em 2013, através do investimento do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foi possível a construção de sua sede própria, que tem como madrinha, a atriz e apresentadora, Elke Maravilha.

Ramacrisna

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